Tudo que é mais caro é melhor?

Você imaginaria que o nosso cérebro realmente experimenta uma sensação de prazer maior ao bebemos uma garrafa que pensamos ser de R$ 100,00 ao invés de uma de R$ 10,00, mesmo sendo as duas idênticas?

Esse é um dos experimentos de neuromarketing encontrados no livro Como Influenciar a Mente do Consumidor, de Roger Dooley, que comentaremos aqui de vez em quando.

E é importante frisar que quem bebe não está mentindo em sua avaliação, elas realmente têm um prazer maior tomando o vinho mais caro, e isso foi monitorado com medições da atividade cerebral.

Outros produtos foram utilizados, e a mesma situação ocorreu: uma bebida energética mais cara fez os consumidores conseguir montar mais rápido um quebra-cabeças, e um remédio para alívio da dor de R$ 15,00 a pílula realmente causou um efeito melhor do que a de R$ 0,50 a pílula, quando ambas eram placebo.

Aqui então está mais um dilema para os profissionais de marketing: se por um lado  um produto acima do preço atribui uma certa dor ao consumidor em sua compra, muitas vezes até inviabilizando a venda, por outro lado o produto mais caro oferece um prazer de consumo muito maior.

E agora, como determinar o nível de preço?

Tudo depende do seu público-alvo. Não existe um modo fácil para se encontrar o complexo equilíbrio entre preços altos o bastante para serem luxuosos e atraentes e baixos o suficiente para vender em quantidade. Defina suas margens, alinhe a concorrência.

E começar com um preço mais alto, e depois oferecer descontos gradativos? Pode ser uma saída, mas dependendo do seu produto isso vai reduzir drasticamente a percepção de qualidade do seu produto. Por isso, descontos muito grandes sempre precisam ser vistos com cautela.

 

Como atribuir um preço

Dicas de como precificar produtos e serviços.